domingo, 28 de agosto de 2011

EXPLOSION

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Hoje sou atómica.
Sinto-me,
mais destrutiva,
que a assassina de Hiroshima.
Cada átomo dimim,
não encontra seu espaço.
lutam entrisi,
pela maior radioatividade.
Não posso ser tocada,
sei que exalo negativismo.
Hoje sou mais peçonhenta,
que a serpente,
deixo o veneno fluir pelos poros.
Sinto-me,
mais má que a Medusa,
se olhar para alguém,
sei que se dissipa.
Sou mais cega que a própria,
está na minha essência a escuridão.
Apoderam-se de meus instante.
Em um pulsar absoluto,
passa por mim o trem da agonía,
deixa em meu paladar o gosto do negro,
minha saliva fora da boca,
autentica lapide de sepulcro.
O momento
não é momento,
A alma não é a minha,
sob reflexos de uma mente depressiva,
ao sabor do mundo cão.

Poema: Vera Aguiar

AE

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Arquivando-me como as coisas,
parafácil ser encontradas,
nos escombros da mulher adormecida,
achei a amante.
a ela engavinhada.

Vera Aguia

MVG


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Minúscula visão dos grandes:
dedos no gatilho.

O sonho dorme na bucha do canhão,
enquadrando a grandeza,
em crànios,
artisticamente essssfacelados.

Quase gozo.

A paixão dessssfaz,
entre pele e carne.

Droga oferecida aos olhos,
traz o cheiro da lucidez.

Invejo os loucos que dizem pela teia,
no jeito ausente de crer,
em sua fugida visão.

Vera Aguiar

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ALMA VAZIA

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Vazia alma,
vaga noite cheia de ecos.
Versos ocupam lacunas,
das bordas de um oceano que não quero beber.
Choro a noite em versos,
em um vide bombardeio sinistro,
que para mim,
eu quero.
Sem o funesto dom de assumir,
grito,
porque sei que o eco na noite não morre!

Vera Aguiar

sábado, 13 de agosto de 2011

PAIZÃO!

Você hoje viaja de carona,
nas intermináveis asas,
para não sei onde.
Acredito que repousarás,
nas imensas sombras do Cristo,
na cadeirinha que para ti,
reservamos no peito.
De onde certamente teus braços,
no além vida vão nos ninar,
para que de teu colo eterno,
possamos desfrutar.
Jamais esqueceremos que,
com teu amor e bondade
aprendemos preparar o coração,
para grandes amores.
Suas coisas?
Nossas coisas!
Nosso passado a limpo avisa:
Tua não presença?
Faz-te ainda mais vivo.
Nós e o universo choraremos.
A separação faz vermos que,
tudo o quanto te amamos foi pouco,
diante do vazio que dói.
Mas o céu nos acarinha.
E o reflexo de tua fé nos acolhe.

Com certeza com saudades e amor,
para meu papis: Raul de souza Aguiar!
Vera Aguiar

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Meu "Prínnnnncipe"

O homem que eu amo.
Chegou no cavalo branco,
gentilmente a garupa me ofereceu.

Como um Juan por Dom,
com artimanhas me prendeu.

No homem que eu amo a vida é linda,
vem de mundos diferente,
sabe fazer amor,
constrói castelos pra gente!

O homem que eu amo é sábio,
pôde me conquistar.
Nas teias de seu aroma,
meu Deus,
como é bom estar!

Ah!

Este homem-príncipe,
dono de proezas entre céus e mar.
vive hoje em um mundo que preservo,
encantado para sonhar!
Vera Aguiar

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mulher/Mãe.


E agora mulher?
Vai teu filho chegar,
te amar como santa,
de mãe te chamar.
Tomará tua vida outros rumos,
para ve-lo crescer.
Pois,
a fraca mãe vira fera,
para a cria defender,
servindo apenas a sombra,
do proprio viver.
Depois que a mulher fica mãe,
tudo é motivo para chorar:
chora se o filho sofre,
chora por pensar,
que este possa sofrer,
chora a beleza de vê-lo sorrir,
chora se na vida vencedor,
este volta para agradecer.
Mãe,
algo difícil de entender,
impossível de analisar.
Não sabe se ri ou chora,
mas,
mostra o que é ser mãe na hora,
que do filho perigos rondar.
No papel que desempenha
onde ficará você?
Será que te bastará ser mãe,
esquecendo a mulher?
Cada dia olhará infinitamente,
para os que ama e não se verá.
Porém,
tens um dia especial.
Te cobrirão de flores,
de ti lembrarão,
para serem,
abraçados!
Sim,
mamãe,
deram-te este dia,
para o filho não esquecer,
que muito amor nos braços abertos,
a mãe sempre,
terá para oferecer!

Vera Aguiar