quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SOLIDÃO


?...
Lá vai minha amiga solidão a vagar:
Cidades,
Campos,
Mares,
Comunidades e bares.
Até lares e mesmo salas de reunião.
Bailando sempre faceira,
em face de brincadeira,
não perde uma ocasião.
Assim como o amor,
nasce dentro dos seres,
vivente do seu bel-prazer.
Nas horas de desventura,
a primeira a chegar,
montada em cavalo branco,
sempre,
para não assustar.
Do descuido coitado abusa.
Fazendo dela freguês.
Mas de frente com a magrela,
malfadada tomba ela,
sempre em face de alguém.
Vera Aguiar

TAD

Teu amor me desvirtua.

corro sombra de alguém renovado,

totalmente cumplíce,

em vítima do outro.

Vera Aguiar

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

JEITO-DE-CHUVA

!...

Quando chove sou feliz.
Trago todas as paixões para meu colo.
Faço-me berço de todas as ausências.
O invisível,
se eterniza na beleza dos proprios sentidos.
Eu choro,
pois em meu peito pula,
um anjo de sonhos perplexos.

Vera Aguiar

Nem sempre o feio é feio.

O inferno do silêncio me visita,
barra minha noite:
tuqui-toqui,
tuqui-toqui,
tuqui,
toqui,
tuqui...
Toqui,
tuquitoqui,
toquitoqui,
tuqui
tuqui,
toqui
toqui.
Estiquei o pescoço,
fora da porta,
os olhos foram parar,
no mínimo alguns quarteirões avante.
nas janelas vizinhas todos dormiam,
e eu estava indo para o paraíso.

Vera Aguiar

BV

?...

Nomear poemas é dar nome aos bois.
Os meus são voadores,
não oscilam.
Monte que te leva,
para onde quiser!
Não permite que você abaixe a cabeça.
Não suporta chorar e repugnar cordeiro!

Vera Aguiar

AVCNV

!...

Amanhece,
você não vê.
A Fantasia que me aquece,
nos leva pra lá e pra cá ,
por conta desse detalhe,
somos juntadinhos,
pelas tristeza e alegrias.
Quando durmo te dou boa noite.
Quando amanheço você não vê,
mas,
eu te dou bom dia!

Vera Aguiar


terça-feira, 13 de setembro de 2011

VESTIMENTA-DE-TOLO

Senhores da bomba.
Donos da existência!...
Esquecem que supremacia do universo não tem.
Que a natureza amiga não sabe castigar.
Mas espreita-te atrás da porta,
em seu quadro de horror.
Assim chega sem prosa,
Em forma de furacão.
E tu que não tem mão santa,
agora em sua garganta,
o sapo vai coaxar.
Fazendo de teu mundo o brejo,
Onde por todos seus sacrilégios,
vai um povo pagar.

Vera Aguiar