domingo, 9 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
"CARTA DE AMOR" NOTÍCIAS DE MM
NOTÍCIAS DE MIM
Espero que entendas meu Bem estas linhas, ao recebe-las, apesar de truncadas serem as idéias, pois também minhas visões são turvas e o mundo apenas roda ao meu redor, eu pouco quase nada faço por mim.
Mesmo que ainda vivo, as sequelas são ainda o que mais mostram quem sou.
Se você soubesse meu Bem, que os gritos foram tantos e que não puderam sair do peito, por certo me entenderias.
Hoje estou nas horas que levam os dias que me mostram os campos floridos, as águas que choram sobre meu destino, são as mesmas que se fazem vida e jorram-se, aos seus naturais prazeres, crianças brincam, a lua e o sol me ignoram, mas amantes ainda se procuram e se entregam.
Em fim tudo acontece e eu apenas assisto, pois minha incompetência em assumir-me, deixa a maldita cegueira, (aquela da qual sempre te cobrei), sim eu a deixo servir-me de escudo.
Saiba que das violetas e das rosas eu tenho notícias? Elas são anjos que me dão alívio nas tormentas. Gosto das cores delas porque me fazem perceber diferentes visões, o perfume que delas brotam, me fazem manter você com mãos cheias de flores para me presentear e até me sentir viva.
Mas o que me mantém, ainda são as lembranças de tuas mãos nos meus seios.
Sempre, sempre até breve meu Bem!
Beijos, ao tom de violetas cor-de-rosas.
Vera Aguiar
06/09/2012¬¬¬___9:00horas
sábado, 1 de setembro de 2012
EXISTÊNCIA DE MEDOS
Existência
De Medos
As meias
verdades nos regem, (a todos).
Construimos
universos de medo!
De medos
são nossos castelos impunes.
Sob
reservas de medos me fiz,
em pensamentos
auto-destrutivos.
Minha
meninice foi imposta por inocentes doses de medo.
De medo
me impuseram uma dolorida adolescência,
quando por
medos, amores apenas pensei!
Ainda
adolescente, mesmo em uma redoma de medos,
por vãos
de um social tacanho,
sonhei
com dias de um Bem Comum real.
Vieram
algumas medrosas paixões,
que a
lugar nenhum chegaram.
Os medos
que em minha vida enchiam malas,
passaram
a ser bagagem na mulher refugiada,
na cega
dos dois olhos em um social caolho,
cujo a
riqueza era ser apenas rico,
apesar da
ignorância.
Em fim,
os medos que povoam os horizontes,
me fizeram
viver construtora de acomodações de medos.
Então serei
um alguém a mais,
a esperar
na cadeira de balanços,
a hora
dos medos se irem (comigo),
Em um
bonito cortejo de medos.
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