terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
SAUDADE TIRANA
SAUDADE TIRANA
Vera Aguiar / Reg: 142.187
(I)
Saudade és um visitante as vezes traiçoeiro,
chegas com a perda do amor derradeiro,
para machucar um triste coração!
Tão triste sozinha peno e choro magoada,
vivo agora tão amargurada,
porque de uma vez não se vá então.
REFRÃO (II)
Saudade você é demais,
não me deixa em paz,
não me dá sossego,
sei que és tirana te peço arrego,
por favor se ausente do meu coração.
(III)
A dor só me entristece e me tira a vida!
já não possa mais viver esquecida,
Ao mundo real preciso voltar.
preciso ter em mim agora,
um novo amor uma nova aurora.
Peço-te saudade que se vá embora,
preciso de forças pra recomeçar.
Vera Aguiar
REGRESSO
REGRESSO
Vera Aguiar / Reg: 142.187
(I)
Meu rancho alegre e muita magia,
deixei um dia no meu Paraná.
Com a saudade e a fantasia,
esperançosa embarquei pra cá.
Ganhei espaço na imaginação,
nutri meu peito com a poesia,
pedi a Deus a conservação,
de minha alma pra voltar um dia.
REFRÃO (II)
Fiz-me poeta pra levar a vida
para o viver assim não me levar,
com a lembrança do que um dia fui,
fiz uma trilha para caminhar.
(III)
Perdi pureza ganhei ilusão,
vivi o medo da cidade grande,
senti de perto a transformação,
por tudo, tudo que me fez errante.
Ainda em tempo pude perceber,
que tudo em mim era confusão,
senti então que estava magoada
e machucada, com a separação.
(IV)
Voltei correndo ao rincão amado,
que de bom grado me acolheu,
feliz de volta faço poesias,
a tudo aquilo que ainda é meu.
Vera Aguiar
MINHA TERRA
MINHA TERRA
Vera Aguiar / Reg: 142.187
(I)
Na minha terra a natureza é bela como manda a lei.
Ainda existem feras em matas embrenhadas.
Também na primavera ainda tem florada.
Lá o amor manda a mais linda banda com a passarada.
Lá tem mais estrelas e tem ao luar,
Lindas cachoeiras de águas a rolar.
REFRÃO (II)
A voz do vento vai.
A voz do vento vem.
A voz do vento vem dizer também,
que o bater do sol lá no riacho meu,
faz arco-íris neste céu de Deus.
(III)
Ao amanhecer entro em sintonia com a natureza,
que traz mais beleza com o novo dia.
A passarada voa e revoando entoa doce melodia,
Fazendo eco no espaço,
para comandar o compasso, de alguém a chorar!
É o cancioneiro amigo,
o monjolinho antigo sempre a trabalhar.
Vera Aguiar
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
LOUCURAS NO AMOR
LOUCURAS NO AMOR
Vera Aguiar / Reg: 142.187
(I)
Tenho saudades da tua pele cheirosa,
Dos nossos banhos em rosas,
Nas águas do rio Chuá.
Retorno então pra sonhar na tua rede,
te amar matando a sede,
no uivante vaivém.
REFRÃO (II: 2x)
Te quero minha doce amante,
linda e constante no meu viver!
(III)
Vem no vaivém da rede,
mato minha sede provo teu sabor
e tu terás toda magia
que a fantasia deixa no amor!
(IV)
Quero sentir o teu cheiro,
Quero ter inteiro o teu corpo em mim.
Com toda essa beleza nua,
assim como a lua ao noitecer,
faz-se dona absoluta
na beleza bruta, deste meu prazer.
(V)
Então te cobrirei de rosas,
Te apertarei gostosa
sobre o meu peito!
Vou te por a toda prova
e o renova ainda mais perfeito.
Vera Aguiar
domingo, 11 de novembro de 2012
INCOMPARÁVEL BELEZA
INCOMPARÁVEL BELEZA
Vera Aguiar / Reg: 142.187
(I)
Vou numa constelação,
tentar achar fascinação
que supere a você.
Aventurar pelo espaço,
dominar também a laço,
minha imaginação.
Criar o que não existe,
pra que eu possa ver tão triste,
que não és a perfeição.
REFRÃO (II)
Fui buscar no infinito,
o tesouro mais bonito,
do amor para te dar,
mas a busca continua,
pois beleza igual a tua,
não consigo encontrar.
(III)
Meu amor nada adianta,
no viver só me encanta,
se ouvir você falar,
que sem mim nada te resta,
tua vida é uma festa,
se você comigo está.
Vera Aguiar
FALSA LIBERDADE
FALSA LIBERDADE
(I)
O luar da minha terra,
radiava primavera,
em inverno e verão.
Eu chorava emocionada,
com a beleza do roçado
e de minha plantação.
Fez-se então o meu destino,
Quando um dia por intriga
do meu pobre coração,
dei um basta em minha vida,
fui embora do sertão.
REFRÃO(II)
Que presunção,
esta falsa liberdade.
Se no campo a vida é boa,
porque tanta gente voa,
sem viver pela cidade.
(III)
Abandonando minha casa e aquela vida,
fiz chorar mamãe querida,
que jurava me esperar.
Riacho doce onde eu matava a sede,
esqueci junto ao verde,
que queria ornamentar.
Meu sol, meu chão,
o arvoredo que dobrava,
sombreando assobiava,
pra na rede eu ressonar.
Vera Aguiar
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