quarta-feira, 7 de abril de 2010

Olhos profanos

Eu olhei aquele homem com olhar faminto.
De um jeito quase obsceno.
Quando me percebi, gelei.
Se de mim se aproximasse aquele homem.
Por certo não resistiria.
Era brilho com desejo torto.
Era algo profano e santo.
Era grito escondendo canto.
Era chuva inibindo o sol e suor,
condenando a febre.
Foi quando olhei naqueles olhos,
que meus sentidos identifiquei.
Vera Aguiar

2 comentários:

Noeli disse...

Tia Vera! Adorei o seu estilo, é marcado pela aproximação entre a poesia e seu próprio modo de vida. Algo sobre o quê pode não se ter tanto domínio, a não ser pela escolha de uma forma própria de se apresentar. Você é uma pessoa emotiva e de coração puro, tem a poesia, a literatura. Um modo de escrever a sua vida e deixar-se escrever por ela. Você sempre inseriu a Poesia e a Literatura no seu contexto vida, e sabe fazer bem isso, adorei seu trabalho prazeroso, amei a poesia que fez para vó.
Que Deus mantenha essa luz maravilhosa que tem em vc, para sempre acesa.
Te Amo.Vc é maravilhosa.
Noeli

Lúcia disse...

Gata que lindo, vc se manifesta alguem muito especial com tal observação obrigaduuuuuuuuuuuu, te amoooo.