terça-feira, 4 de outubro de 2011

A MOÇA CHOROU/O POETA NÃOVIU!




Esta noite chorei enfadada,
por sonhos vil.
chorei baixinho,
você poeta e meu cúmplice não viu!
De certo outras estrelas galgava,
em outro céu a mirar.
Amigo hoje disperso acredite,
não  sabes o que é sofrer,  
quando tal circo de horror,
Em meu peito veio tecer.
Poeta venha chore comigo meu desamor,
 pois ao som de flauta não mais doce,
Vejo trevas ao meu dispor.
Sei que andas em luas afáveis,
assuntando madrigais,
nos abraços de bela dama,
sem ouvir que vos chama,
meu pobre e triste ais.
Hoje o sonho é traiçoeiro,
preciso alguém matreiro,
não basta homem qualquer.
Para berçar tamanha dor,
Tem que ter verso certeiro,
Carregadinho de amor.
Pois fato assim tem identidade,
nada menos que poeta,
sem maldade e muito carinho,
para oferecer-me seu colo amigo e,
assistir meu choro baixinho.

Vera Aguiar

2 comentários:

Ricardo Miñana disse...

Muy bonitas tus letras,
que tengas una buena semana.
saludos.

Vera Aguiar disse...

Amigo Ricardo Miñana, a casa é nossa volte sempre!